11 de janeiro de 2011

As razões dessa história

Galeria de Valois, no Palais Royal, local de lançamento de O Livros dos Espíritos em 1857.


Por que o Espiritismo praticamente desapareceu na França e se expandiu tanto no Brasil?

Sendo um movimento que teve tanta repercussão em sua época e nas décadas seguintes, por que é sistematicamente ignorado pela historiografia contemporânea?

Por que o Espiritismo não é citado nem reconhecido como um dos capítulos mais críticos da história do Cristianismo?

Como explicar tantas diferenças de concepção doutrinária e múltiplas tendências no Movimento Espírita?

Quais são as raízes ideológicas do Espiritismo e por que a doutrina ainda sofre tantas resistências no seu aspecto moral, inclusive entre os espíritas?

Que nomes são verdadeiramente significativos e inovadores na História do Movimento Espírita?

Discutir e tentar responder essas perguntas são os principais objetivos deste livro, não economizando para tanto, argumentos, fatos e uma vasta documentação histórica.

Desde 1926, com a publicação do clássico The History of Spiritualism, de Sir Artur Conan Doyle, não tínhamos um relato tão amplo e atualizado sobre os eventos históricos do Espiritismo e das intensas transformações ocorridas no Movimento Espírita após o desencarne de Allan Kardec, em 1869.

Mesmo assim, não só a comunidade espírita e espiritualista internacional, mas também o universo acadêmico das ciências humanas, reclamavam a falta de um trabalho que fosse ao mesmo tempo abrangente e síntese historiográfica, preenchendo o enorme vácuo deixado pelo célebre escritor inglês.

Como o próprio autor afirma em sua introdução, este estudo está longe de ser a obra definitiva sobre o assunto, mas certamente é, até agora, a continuidade de uma construção histórica e uma boa oportunidade para compreendermos o passado, o presente e o futuro do Espiritismo.